quinta-feira, 17 de maio de 2012

Corpo e alma: o dualismo platônico

Durante muito tempo os filósofos ocidentais explicaram o ser humano como composto de duas partes diferentes e separadas: o corpo (material) e a alma (espiritual e consciente). Chamamos de dualismo psicofísico essa dupla realidade da consciência separada do corpo.
Segundo Platão, antes de se encarnar, a alma teria vivido no mundo das ideias, onde tudo conheceu por simples intuição, ou seja, por conhecimento intelectual direto e imediato, sem precisar usar os sentidos. Quando a alma se une ao corpo, ela se degrada por se tornar prisioneira dele. Passa então a se compor de duas partes
      a)      Alma superior (a alma intelectiva)
      b)      Alma inferior e irracional (a alma do corpo).
Esta, por sua vez, divide-se em duas partes:
·         A alma irascível, impulsiva, sede de coragem, localizada no peito;
·         A alma concupiscível, centrada no ventre e sede do desejo intenso de bens ou gozos materiais, inclusive o apetite sexual.
Escravizada pelo sensível, a alma inferior conduz á opinião e, consequentemente, ao erro, perturbando o conhecimento verdadeiro. O corpo é também ocasião de corrupção e decadência moral, caso a alma superior não saiba controlar as paixões e os desejos. Portanto, todo esforço humano consiste no domínio da alma superior sobre a inferior.
Não deixa de parecer contraditória essa desvalorização do corpo, se sabemos o quanto os gregos apreciavam os exercícios físicos, os esportes, além de cultuar a beleza do corpo. Não por acaso, a Grécia foi o berço das Olímpiadas, durante as quais até as guerras cessavam e seus artistas esculpiam corpos perfeitos, simétricos e belos.
No entanto, o aforismo “corpo são em mente sã” apenas confirma a superioridade do espírito: na posse de saúde perfeita, a alma se desprende dos sentidos para melhor se concentrar na contemplação das ideias. Caso contrario, a fraqueza física torna-se empecilho maior á vida intelectual. Nesse contexto, fica claro que a felicidade para Platão é de natureza racional e moral, e depende do controle do corpo e das paixões.

22 comentários:

  1. Gostei muito! Salvou-me! Obrigada.

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  2. que tipo de gente escreve "salvou-me"? pode até ta certo, mas isso é muito tosco kkkkkkkkkkkkk que nojinho
    e o pior q esse é o texto q ta escrito no livro Filosofando (Introdução à Filosofia) de Maria Lúcia Arruda e Maria Helena Pires Martins da editora moderna kkkkkkkkkkkkkk, isso é plágio heing?! kkkkkk e eu procurando uma explicação dessa matéria, abro o site e? ta escrito o mesmo kkkkk tosco, q nojinhooooo
    to no 1 ano do EM kkkkkkk

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    1. E que tipo de Pessoa escreve "heing?!" Tadinha, olha teus erros pra poder reclamar do que os outros fazem ou deixam de fazer... Cuida da tua vida.

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    2. E que tipo de gente gasta tantas palavras criticando um "salvou-me"? Que ser humano mais fútil.

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    3. Meu filho se ele q escrever certo o problema e dele n seu e tosco e vc q fica criticando os outros e se vc n gosta do texto para de criticar e faz um melhor n tem mais nada para fazer n lerdao

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    4. cara foda e q eu queria uma explicação melhor de alma intelectiva e ele copia do livro, mas tbm n e pra criticar tanto...

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    5. quanta ignorância, por isso se vê que a pessoa não entende filosofia mesmo, não precisa nem tentar aprender não querido, o criticou o texto e falou do "salvou-me"

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  3. kkk so gente burra falando da outra kkkk pqp

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  4. o Dualismo Platônico não é entre o mundo das ideias e o mundo sensível não???!

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    1. O texto se trata disso, cara. Acho que você cometeu o erro de decorar palavras, e não a ideia.

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  5. Vai ser muito útil no trabalho da escola rsrs Obj

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  6. Filosofia-Modulo 6(A identidade do sujeito moral),Sistema educacional UNO,pag 5.

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  7. que legal ver os comentarios

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  8. xou né! agora vem reclamar do meu xou....

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  9. Galera, cada um acredita no que quiser, somos almas independentes, se algumas pessoas não entenderam, nós vivemos o Dualismo, nossa alma e nosso corpo são substancias diferentes, energia e matéria. A energia é o que ficará conosco enquanto a matéria um dia acaba, e podemos relacionar como matéria a forma como escrevemos, o importante é viver, não importa como. Meio hipócrita uma pessoa vir discutir num texto sobre dualismo (onde a mesma deveria estar expandindo seus conhecimentos) vir criticar ou falar mal de quem aqui vem buscar conhecimento... É uma pena existir pessoas tão pequenas de espirito. Alimente sua alma de conhecimento!

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  10. mds mds
    gostei do texto mas queria mais coisas...

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